5 mulheres fortes da ficção (especial 8 de março)

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Salve salve nerds!

Hoje, em comemoração a esta data onde muitas mulheres afloram seu sentimento de luta pela igualdade, e tentam ruir as barreiras para construir um mundo mais igualitário, eis que o tio aqui pensa: por que não fazer um artigo sobre isso?! Ou melhor, um “5 alguma coisa” (aproveitando que a série anda bastante parada no site…)?!

Então, separei uma lista para vocês das 5 mulheres mais fortes da ficção. É claro que, aqui, caberiam muitos outros nomes, mas, como o espaço permite apenas 5 deles, resolvi mesclar alguns nomes clássicos, e outros que surgiram nesses últimos anos, mostrando que o Girl Power nunca esteve tão em alta. E claro, o fator surpresa sempre existe, então esse texto terá um “Bonus Stage” pra que ninguém fique triste!

Bom, sem mais delongas, vamos a lista. (Lembrando que, a ordem no qual os nomes aparecem, não significa uma preferência, e sim, apenas foram separados dessa forma).


#1 – Sarah Connor (O Exterminador do Futuro): A mãe de John Connor sem dúvida, mostrou-se um exemplo de mulher forte, e que fará de tudo para estabelecer o destino de seu filho como o salvador da raça humana em um futuro onde as máquinas tomarão posse e começaram uma era de extermínio geral.

No primeiro filme da saga “O Exterminador do Futuro“, Sarah é apenas uma garçonete que vive sua vida pacata e tranquila, mas que, ao ser perseguida por uma unidade T-800 (um ciborgue revestido com tecido vivo, interpretado por Arnold Schwarzenegger), descobre que será mãe do líder da resistência dos humanos contra as máquinas. Então, seu objetivo é sobreviver com a ajuda de Kyle Reese, um soldado da resistência que é enviado para a mesma época para manter Sarah viva e destruir o ciborgue.

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No primeiro ponto da história, Sarah é o tradicional papel de mocinha indefesa, mas no segundo, meu amigo… Ai você vê do que ela é capaz.

Sarah é praticamente uma versão do Rambo com progesterona. Armas de grosso calibre como escopetas e snipers, são brinquedos de criança na mão dela. Sem contar que a atuação da atriz Linda Hamilton é muito marcante. Outras atrizes como Lena Headey (Cersei, de Game of Thrones) na série “The Sarah Connor’s Chronicles“, e Emilia Clarke (Daenerys Targaryen, de Game Of Thrones), bem que tentaram viver a personagem, mas é Linda Hamilton que será sempre a eterna mãe de John Connor.


#2 – Lara Croft (Tomb Raider): É impossível fazer uma lista desta, sem colocar o nome de Lara Croft. Ainda mais pelo que vimos nos últimos jogos da série Tomb Raider – as situações pela qual Lara passa, é de dar agonia até mesmo em pessoas pouco impressionáveis. 
Lara é o tipo osso duro de roer, que chega muito próximo de John McClane (Die Hard ou Duro de Matar) em vezes que achávamos que iria morrer, e não foi bem assim.

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Lara é uma exploradora. Uma mulher que não teme os mais diversos perigos do mundo, e nem o perigo dos homens.
Uma das situações mais marcantes de toda a trajetória da heroína, foi no reboot da série feito pela Square-Enix, onde em uma das cenas, vemos uma clara tentativa de estupro. Na época, isso causou um reboliço enorme por parte da imprensa especializada, e claro, dos fãs de Lara. Mas, isso acabou de certa forma ajudando com que o público que cresceu com as aventuras dela no PSone, acabasse crescendo junto e se questionando sobre essas e outras situações abomináveis que ocorrem todos os dias.

Onde há uma lista sobre personagens femininas marcantes, o lugar de Lara deve estar sempre lá.

#3 – Samus Aran (Metroid): Muitos não devem conhecer a série de games Metroid, da Nintendo. E isso é realmente uma pena. Eis ai, o exemplo de um game que marcou uma geração, mas que infelizmente parece ter ficado com o acesso restrito em algumas partes do mundo, mas que mesmo assim, não ofusca o brilho de um excelente game que prima pela exploração de cada ponto do cenário.
Infelizmente, a série hoje está em um hiato de bons jogos. Mas, quando foi lançado originalmente para o NES (ou Nintendinho), o game não só trouxe uma jogabilidade completamente não-casual, como um fator surpresa aos bravos que o concluíram. 

Este foi um dos primeiros jogos que trazia uma protagonista mulher, sem que o jogador soubesse até o fim. Isso mesmo! Samus Aran é uma caçadora de recompensas que tem em seu currículo, diversas missões tidas como suicidas por seus colegas de profissão. Além de passar pelos mais inóspitos planetas, Samus ainda deve lidar com piratas espaciais que destruíram seu planeta natal, a deixando como única sobrevivente. Ela então foi criada por uma raça alienígena chamada Chozo, que a treinou e lhe deu a sua Power Suit (o traje que lhe permite fazer as mais diversas coisas, como virar uma espécie de bola, e escalar paredes nessa forma).

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E propriamente, durante o jogo, você não tinha qualquer pista de que ELE, era ELA, pois até mesmo o manual de instruções que acompanhava o cartucho descrevia Samus como He (“Ele” em inglês), pois o seu traje especial não permitia identificar isso.

Além disso, foi uma das poucas mulheres em toda a história dos games que não sofreu com a tão tenebrosa objetificação, com pouca roupa, e poses sensuais para atrair o público – em sua maioria, constituída de homens. Afinal, este nunca foi o intuito do game, e da Nintendo, que sempre tratou suas personagens com muita igualdade, dando foco em sua personalidade, ao invés de seus “atributos”.

Curiosidade rápida: o sobrenome “Aran“, foi inspirado no sobrenome de Pelé, ex-jogador da Seleção Brasileira de Futebol, que é Arantes.

#4 – Furiosa (Mad Max: Estrada da Fúria): Muitas pessoas acham que Mad Max é aquele tipo de filme que exala testosterona, e que tudo se resume a um gigantesco mundo desértico, com gente se matando o tempo todo. Bom, sim. Mas isso é uma forma completamente superficial de analisar uma das mais memoráveis obras do cinema dos últimos 40 anos.
Mad Max é um universo inspirado nas próprias ações do homem, que, por sua busca incansável de poder, acabou comprometendo seu próprio lar, o transformando em um mundo hostil, e a raça humana volta aos seus primórdios tribais, se mantendo em grupos específicos e prezando por sua sobrevivência.
Mas, o último filme da franquia estrado por Charlize Theron e Tom Hardy, teve uma pegada bastante peculiar, e isso pode ser observado bem no início do filme: é possível ver uma clara mensagem de busca pela libertação da figura feminina naquele universo, que tem como principal objetivo, ser uma perpetuadora da raça.

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O grande vilão da trama, Immortan Joe, é quase que uma releitura do machismo de outrora, que apenas vê as suas esposas como meros objetos de prazer, e de continuidade de sua linhagem.
Então, eis que surge a personagem principal dessa trama: A “Imperatriz” Furiosa (Theron), que é a voz dessa libertação. Furiosa sem dúvida é uma das personagens mais bem construídas dos últimos tempos. O tom dramático e o passado atormentador da personagem  – que acaba deixando tudo isso pelo ar, mas que não deixa de ser notado – é sobrecarregado. Sem contar que, é uma exímia atiradora e porradeira. Max (Hardy), finalmente havia encontrado alguém como ele: que sofreu pela perda da família, e busca de alguma forma, esquecer os fantasmas do passado em busca de um novo futuro.

E nota-se claramente que, apesar de dar nome ao filme, aqui Max é um mero coadjuvante, pois o brilho do protagonismo é de Furiosa, que mostra quase que explicitamente um ativismo e um instinto maternal durante as duas horas do longa.

É algo que podemos ter em mente ser uma tendência daqui pra frente: a volta das personagens “bad ass woman power”, como Ripley (Alien), e a já citada Sarah Connor.

#5 – Daenerys Targaryen (Game of Thrones): Game of Thrones é aquele tipo de série bastante polarizada. Isso por quê temos dois tipos de expectadores: Os que leram os livros e são engajados com a trama da série e seus mistérios, e aqueles que só querem ver uns peitinhos mesmo.
Mas, bobagens à parte, Game of Thrones é uma série que lida com muitas questões, algumas mais sérias do que as outras como tramas políticas, religião e como a sociedade se comporte vivendo em tirania e ameaças.

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Mas, talvez um dos pontos mais interessantes dessa série, é referente a personagem Daenerys Targaryen (vivida pela atriz Emilia Clarke). No início, Dany era uma personagem sem muita expressão, tratada apenas como uma mera “moeda de troca” de seu irmão, Viserys. Tímida, introvertida e sem o menor conhecimento do mundo, Dany teve um casamento arranjado com Khal Drogo, líder da tribo dos Dothraki. Aos poucos, a personagem foi crescendo não só em destaque, mas sua personalidade foi aflorando, mostrando-se uma líder nata, e uma estrategista à nível napoleônico.

Ela também foi responsável por uma das cenas mais memoráveis da série, onde em seu ritual para ser introduzida na tribo, deveria comer por inteiro, o coração de um cavalo – animal adorado pelos Dothraki, que lhes dá o título de Senhores dos Cavalos.
Uma cena que ao mesmo tempo é repugnante, mostra uma transição daquela moça ingênua, para uma forte líder.

E, o que também deixa Dany com ares de “Powerfull Woman“, são seu queridos “filhos” – seus dragões. Cara, que pessoa no mundo não gostaria de partilhar da amizade e da companhia de uma mulher e seus dragões?!

Dany agora trilha o mundo erradicando a escravidão dos povos do Leste, mostrando sua misericórdia para aqueles que assim como ela, já foram meros objetos, e sua fúria sobre seus inimigos que trazem a opressão ao mundo.

BONUS STAGE

Ellen Ripley (Alien: O oitavo passageiro): Para aqueles que se perguntavam “pow tio, mas cadê a Ripley!”, calma… Não teria como deixá-la de fora de uma lista como essa.
O ano era 1979, e a vertente de filmes de ficção científica começava a crescer cada vez mais, com o advento de Star Wars e outros grandes nomes do gênero, como Star Trek e Dr. Who na Inglaterra.

Mas, seria possível transformar um universo de aventuras pelo espaço, em algo que ao mesmo tempo mesclasse um gênero de nicho como esse, com o suspense e o terror?! E não somente isso, mas incumbir uma mulher de protagonizar tal projeto?!

E a resposta é um grande e eterno SIM!

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Ridley Scott não só ousou em unificar dois gêneros que pareciam bastante distantes, como deu a Sigourney Weaver um dos papéis mais emblemáticos do cinema: a tenente Ellen Ripley em Alien: O oitavo passageiro.
Ellen Ripley no começo, é aquele esteriótipo de pessoa mal humorada, carrancuda e que você quer que seja a primeira a morrer durante a trama. Mas aos poucos, tudo vai se encaminhando e o carisma da personagem vai conquistando o expectador aos poucos.
Ripley é a personagem que mais integra listas de “melhores personagens femininas do cinema / ficção“. E em muitas destas, figura como a primeira colocada por se tratar de uma inversão de gêneros. Antes de “Alien“, qualquer personagem que aparecesse em um filme de ficção e fosse mulher, nada mais era do que a “mocinha indefesa e coadjuvante”. Ripley quebrou esse paradigma e trouxe a força feminina de uma maneira extremamente forte, e que ressalta não só a beleza, mas a determinação de tal forma que acabou lhe consagrando por mais sequências.

Claro que em nenhuma delas, o impacto foi tão grande quanto no filme original, mas sua presença na saga “Alien” é sempre muito aclamada, e sua popularidade também rendeu o impacto quando o jogo “Alien: Isolation” trouxe sua filha, Amanda, como protagonista, e futuramente, um pacote de conteúdo nos deu a possibilidade de adentrar a nave Nostromo na pele da tenente.

E este foi mais um “5 alguma coisa” galera. Se você lembra de algum nome que não apareceu na lista acima, deixe ai nos comentários.

Uma semana de campeão para todos!