“O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” – Será que vai dar certo?

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“O Hobbit” é um marco na literatura fantástica. Mas será que ele também fará história nos cinemas?! Vamos conferir!

Olá meus queridos e minhas queridas Nerds, tudo bom com vocês?!… Que bom!

Primeiramente, gostaria de agradecer que o Blog ficou em primeiro lugar na página do Google pela pesquisa do meu texto anterior, envolvendo a polêmica com Assassin’s Creed e o Brasil. Aqui fica o meu MUITO OBRIGADO por ajudarem nos acessos. Estamos pequenos, mas por enquanto.

Bom, dadas as devidas honras, vamos ao texto de hoje:

Como todo mundo já viu, a grande promessa do cinema para o mês (e por que não dizer, o filme mais aguardado do ano) de dezembro é o início da nova trilogia do mundo Tolkiniano: “O Hobbit –  Uma Jornada Inesperada” conta os primórdios da saga de Bilbo Bolseiro (Ou Bilbo Baggins, na versão original), tio de Frodo Bolseiro, o “herói” da saga O Senhor dos Anéis.
Bilbo é recrutado pelo mago Gandalf, o Cinzento, junto com mais dez anões para ir a caça de um tesouro protegido pelo grande dragão Smaug. E durante essa jornada, diversos personagens icônicos de Tolkien vão dando as caras, sobretudo Gollum (ou Smeagle).

Mas, dada a apresentação do enredo, o que podemos esperar desse longa?! Bom, teremos que aguardar um pouco mais pra saber, mas a crítica especializada, já critica o fato do filme ser dividido em três partes, sendo que a obra original não tem divisões (como é o caso de O Senhor dos Anéis, onde cada filme representa um livro que compõe a obra).
Também não se escaparam o formato de filmagem, em que normalmente os filmes são feitos em 24 quadros por segundo. Peter Jackson (diretor), preferiu utilizar 48 quadros pois “queria oferecer uma qualidade e riqueza de detalhes ampla ao expectador”.
Mas, a crítica contrariou a tese de Jackson, e disparou os seguintes comentários a cerca disso:

“Me senti como se assistisse à novelas da tarde em HD, transmissões ruins da BBC ou teatros de contos de fadas de 1985, tudo com uma clareza surpreendente e cheio de hobbits”, disse o editor do Movieline, Jen Yamato, em um texto cujo título é “‘O Hobbit’ em 48 quadros: um fiasco em alta definição?”

Nas palavras de Peter DeBruge, da revista Variety, “tudo ganha uma qualidade exageradamente artificial, em que a falsidade dos cenários e figurinos torna-se óbvia”.

Em sua defesa, Jackson afirma que “A escolha de maior taxa de quadros serve para ressaltar os detalhes das cenas, mas que pode haver uma demora em se acostumar com isso”.
Apesar do turbilhão de críticas com relação as opções técnicas, a grande maioria concorda que “O Hobbit” é um presente que agradará todos os fãs da saga de “O Senhor dos Anéis”.

Como de praxe, esse é o tipo de filme que não agrada todo mundo. Sim, Tolkien é uma literatura complexa, e rica em detalhes, e muitas pessoas não conseguem concluir a obra, por que até o desenrolar dos fatos, você lê páginas e páginas de textos, contando o clima da cena, falando do ambiente, de sentimentos, e de outras coisas que não vemos frequentemente em outras obras do gênero.
É claro que muitas pessoas irão ver como começou a saga do Um Anel, e conhecer um pouco mais da história dos Bolseiros. Mas ficarão apenas nisso. Dificilmente “O Hobbit” entrará no hall de “Filmes de Roda de Amigos”, por sua complexidade – Esta, é minha visão.

O filme estréia nos cinemas brasileiros dia 14 de dezembro, mas poucas salas estarão com o filme disponível em formato 48 quadros.

Texto: Vinícius “Femto”.