Crítica: “O Hobbit: A Desolação de Smaug”

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Ontem sim, foi um dia e tanto. O dia que pudemos conferir de perto o que Peter Jackson tinha à oferecer aos espectadores que aguardavam com suas camisetas personalizadas, e sacos de pipoca, em uma fila gigantesca para curtir o mais novo filme da saga “O Hobbit”.
Confesso que, nunca fui muito fã de filmes de adaptações. Mas desde que conheci a visão de Jackson sobre o universo de J.R.R. Tolkien, nunca contestei a sua capacidade de encantar o espectador.

O filme se inicia exatamente do ponto onde o primeiro longa encerra – Que aliás, foi um longa bem introdutório, pois a ação estava guardada no mesmo bolso que portava o Um Anel.
E a comitiva de Bilbo Bolseiro, Gandalf, o Cinzento, Thorin Escudo de Carvalo e os outros anões, continua em sua empreitada em busca da retomada de Erebor, a cidade “saqueada” pelo dragão Smaug.

Dentre todos os pontos que podemos ressaltar, os mais marcantes sem dúvida são as aparições de Legolas (Orlando Bloom – para delírio das fãs presentes na sala de cinema) e para a elfa Tauriel (Evangelline Lilly), que dão o toque de ação com uma pitada média de violência –  e explicando a classificação etária do filme, que é de 14 anos.

Este ponto da aparição dos elfos, é sem dúvida, um tapa na cara para os fãs da raça criada por Tolkien, pois vemos seres desprezíveis, irritantes, e com ar de superioridade, que apenas guardam o que é seu para si, e o resto do mundo que se vire. Legolas, em “O Hobbit”, é o típico elfo com ar de esnobismo, e desprezo pelas demais raças que habitam a Terra-Média.
Já a elfa Tauriel, é o tipico caso de contra-balanceamento, que segue um senso de justiça, e é mais próxima das demais criaturas.

Isso sem contar o fator romance que paira no ar de leve, entre o Anão Kili, e Tauriel – que para muitos, foi uma verdadeira “desolação”, já que sabemos da relação impar que as raças tem.

As cenas de ação e luta são empolgantes, e diria que o exagero tomou conta da equipe de produção. Isso pode ser notado principalmente na cena onde os anões estão escapando da Floresta das Trevas, e… Bem, vá assistir e me conte depois o que achou. Mas é uma cena que empolga, diverte, e faz todo mundo dar risadas.

Outra cena que prende o espectador, e faz até mesmo a tenção correr pelos seus ombros, é quando Gandalf vai até Dór Guldur, e tem um encontro inesperado com… (que rufem os tambores)….. SAURON! SIM!!! O grande vilão da trilogia anterior começa a ganhar força e montar o seu exército, que mais tarde, desencadearia a Saga do Anel.

Mas o que todos realmente querem ver, é o grande dragão Smaug. Este que aliás, é o grande ápice do filme. O encontro de Smaug e Bilbo, é ao mesmo tempo que impressionante – graças aos efeitos especiais impecáveis, que tornaram um ser mitológico, quase como algo concreto – muito cômica, e digna dos fatos descritos no livro homônimo.

De fato, o segundo filme desta trilogia, é sem dúvida o melhor. Já que temos apenas o primeiro como aquela “introdução básica”, quando as coisas são fatiadas.
Jackson quando fez a saga Senhor dos Anéis, podia explorar tudo e mais um pouco, pois cada um dos livros contava os fatos com uma riqueza de detalhes sublime. E o melhor –  estava tudo dividido conforme sua vontade.
Aqui, temos apenas um livro, que necessariamente sofreu algumas modificações no roteiro, para que coubesse neste formato. E o resultado vem sendo uma extraordinária história, no qual Tolkien ficaria muito feliz em ver seus “filhos” ganhando vida na telona.