Loot Boxes estão sofrendo um forte ataque

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Já falámos antes sobre o fato de as loot boxes, funcionalidade de prêmios aleatórios existente em jogos como Star Wars Battlefront 2, estarem sendo consideradas como algo equivalente a jogos de cassino. A Bélgica levantou o tema em novembro de 2017 e chamou a atenção para a questão na Europa. Acontece que o tema não morreu mais, e as desenvolvedoras de jogos estão já na defensiva.

“Slotmachines”, pagas com dinheiro real

A argumentação dos políticos é simples e clara: quando o jogador paga dinheiro a sério (“microtransação”, como é chamada) pela possibilidade de conseguir um prêmio que não sabe se vai ganhar ou não, isso é o mesmo que jogar no casino.netbet.com ou em outra plataforma de cassino online. Mais grave ainda por seus usuários serem, principalmente, crianças e adolescentes. Se a funcionalidade causaria polêmica com adultos, quando o público é constituído por menores de idade a indignação pública se torna ainda mais rápida. O risco de os jogadores caírem no vício sem compreenderem o que está acontecendo é bem maior.

Os políticos mais jovens estão na frente da luta

Curiosamente (ou não), jovens políticos estão se destacando nessa questão, e principalmente porque eles próprios são “gamers” e “millenials”. No Havaí, o representante Chris Lee, de 37 anos, foi o responsável por uma iniciativa destinada a que as loot boxes sejam permitidas apenas a maiores de 21 anos. E na Austrália é o senador Jordon Steele-John, o mais jovem senador de sempre daquele país (tem apenas 22 anos), que chamou a atenção da mídia e da sociedade civil para o problema. Ele próprio falou:

“- Meus colegas do senado não estão atentos a esse problema porque ainda pensam os videogames são todos como o Pacman.”

Últimos desenvolvimentos

Em vários outros países surgiram questões; uma das mais recentes veio da Alemanha, onde a Comissão para a Proteção dos Jovens nos Media declarou que as loot boxes podem, em algumas circunstâncias, violar as leis de proteção de jovens do país. O relatório desta comissão, que não é mandatório, deixou algum otimismo para as desenvolvedoras, pois acrescentou que de qualquer forma a maior parte das funcionalidades está em jogos para maiores de 16 anos. Mas, no geral, não é tranquilizador – principalmente se pensarmos que o acesso a jovens entre os 16 e os 18 anos, ou entre os 16 e os 21 anos, pode ser colocado em questão.

Para as desenvolvedoras de videogames, a tempestade na mídia está sendo contraproducente. É talvez por isso que o jogo Far Cry 5, lançado no último dia 27 de março, já não vem com loot boxes – mesmo se ainda inclui microtransações.