Arqueólogos são proibidos de utilizar termo “Hobbit” para nomear pequeno homem pré-histórico

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Fonte da imagem: Publicação / The Guardian

Segundo o The Guardian, uma das empresas detentoras dos direitos autorais do filme “O Hobbit”, realizou a proibição do uso do termo “Hobbit” por arqueólogos, que utilizaram “indevidamente” o nome para a descoberta do pequeno Homo Floresiensis, hominídeo descoberto em 2003 na Ilha das Flores, na Indonésia.

O Homem das Flores – que acredita-se estar extinto há 12 mil anos- , apresenta como principais características seu tamanho, que segundo os os estudiosos, podia chegar a medir um metro de altura. Por esse motivo, os arqueólogos decidiram homenagear o personagem que deu origem a trilogia O Senhor dos Anéis, e também, popularizou a descoberta se utilizando do termo criado por J.R.R.Tolkien em 1937.

Contudo, a proibição do termo surgiu quando um pesquisador da Victoria University, na Austrália, que se comunicou com a companhia Saul Zaentz Company/Middle-earth Enterprises, detentora dos direitos autorais da obra, sobre a utilização do termo “O Outro Hobbit”, durante a palestra de apresentação do Homem das Flores. Mas, segundo a publicação, o pedido foi negado sob a alegação de que a marca registrada não poderia ser utilizada para usos genéricos e outros fins que não fossem relacionados a obra original.

A palestra gratuita, que seria lançada junto com o filme, teve de sofrer algumas alterações em sua apresentação, mudando o termo “Hobbit” para “Little People” (ou Pequeno Povo, em inglês). Mas embora todas as questões judiciais não permitam a utilização do nome para apontar o Homem das Flores, os cientistas e arqueólogos continuam empregando o carinhoso apelido emprestado pela obra de Tolkien.