Another Metroid 2 Remake (AM2R) – Análise

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Se tem uma coisa que me deixa chateado quando tratamos de jogos eletrônicos, é a disposição de algumas companhias em privar os fãs de criarem homenagens para uma determinada série ou jogo. Isso por que, toda uma comunidade acaba ficando ainda mais carente de títulos, e privando a descoberta de novos talentos para o mercado.
Essa, infelizmente é a atitude da Nintendo, perante seus fãs, e seus projetos fan-made. Muitos portais, canais e blogs se questionam sobre “o que é que a companhia perde com isso”, e a minha resposta é sempre a mesma: respeito.
Falo isso por que recentemente pude zerar o remake não-oficial de Metroid 2: Return of Samus, batizado de “AM2R” ( Another Metroid 2 Remake, ou em bom português, Outro Rameke de Metroid 2).
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Confesso que não sabia da tamanha qualidade do game. Caras, que jogo lindo! É realmente um capricho, que não se vê em anos com Games desse estilo.
Os gráficos são muito bonitos, e remetem muito aos de Super Metroid, no Super Nintendo e Metroid: Fusion, do GBA.
Aquele tipo de 2-D super bem detalhado, que ficaria ainda mais bonito, se recebesse um Port para um console portátil.

Os controles funcionam muito bem, tanto usando o teclado, quanto com um joystick (por mais vagabundo que seja). Ele também, como sendo um game feito para PC, é totalmente programado para o uso do joystick do XBox 360, tornando a experiência ainda melhor.

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A história foi totalmente respeitada, apenas consertando alguns aspectos que antes eram limitados – e incluindo novas mecânicas e novos itens – uma vez que o game original foi exclusivo para o Game Boy original.
No game anterior, a caçadora de recompensas Samus Aran consegue desbaratar os planos dos Piratas Espaciais de utilizar uma nova forma de vida conhecida como Metroids.
Para garantir que os Piratas não consigam mais obter nenhum exemplar dessas formas de vida, a Federação Galática envia alguns times para o planeta de origem dos Metroids, chamado SR388, para aniquilá-los de vez.
Entretanto, algo parece ter dado errado na missão, fazendo com que a Federação Galática contate Samus para concluir a missão, e descobrir o que aconteceu com o grupo tático.
Os mapas e inventários também ajudam e muito, na exploração do ambiente, e durante o nosso gameplay, coletamos alguns liga que são mais detalhes sobre o enredo, e revelam algumas estratégias contra alguns inimigos.
Quanto a bugs, eu tive apenas uma experiência breve, pois, o game precisa que você tenha as últimas atualizações do DirectX instaladas na máquina, ou caso contrário, quando você pegar a última armadura disponível para Samus, ela ficará invisível. Esse problema de DirectX também interfere na configuração do seu controle, pois ele não irá se auto-configurar com a falta desse componente do Windows.

A trilha sonora é boa, contendo algumas mixagens e reimaginações de alguns temas do jogo, e apresenta algumas músicas originais, que funcionam melhor dependendo do ambiente em que você está.

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A dificuldade do game é mediana, contendo alguns trechos mais complicados, seja pela quantidade de inimigos na tela, ou até mesmo pela dificuldade que eles apresentam em combate – Isso fica mais evidente quando você começa a se deparar com algumas formas avançadas de Metroids, como a Omega Metroid, onde cada tiro e cada salto deve ser meticulosamente calculado.
AM2R é digno de se abraçar. É um presente aos fãs que foram privados na época de seu lançamento de ter uma experiência de exploração desafiadora. É sobretudo, é o Metroid que a Nintendo não consegue entregar aos fãs há anos.
O senso nostálgico que esse game traz, é algo que fará com que você o jogue, sem ver o tempo passar. Você irá querer explorar cada pedaço do mapa, atrás de Secrets e passagens que levam a outras áreas.
AM2R é aquele tipo de projeto que só existe graças a fan base de Metroid, que há anos, se vê carente de um bom título, e tudo o que podemos aguardar da Big N para com a franquia, é Metroid: Federation Force, com gráficos em 3D ultrapassados, e focado em uma jogatina multiplayer, deixando de lado que a série faz de melhor: instigar o jogador a explorar o ambiente ao seu redor.
Uma pena que, as políticas arcaicas da companhia que outrora nos entregou jogos tão maravilhosos, funcionem apenas em querer privar os jogadores de conhecer um pouco mais de sua história, seja por homenagens, seja por projetos como esse.