Os dados nunca mentem

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Um grande OI a todos!

Prieiramente, gostaria de me apresentar, eu sou o “DC” e sou o novo colaborador do Salvando Nerd. Não estarei sempre por aqui, pois também tenho outro projeto ao qual sou o criador o Nerdiando (Aquele jabá maroto), mas, provavelmente aos domingos, também escreverei no Salvando Nerd, pois, eu e o Vinícius Vidal somos amigos de longa data e estamos bolando uma parceria entre nossos sites.

O primeiro tema ao qual decidi escrever no SN, engloba nossas queridas mesas de RPG. Eu confesso que não tenho uma vasta ou profunda experiência no Role Play, mas, gostaria de colocar alguns pontos ao qual eu vivenciei neste universo.

Minha maior campanha foi junto de grandes amigos, há alguns anos atrás, e durou cerca de um ano inteiro. Desde lá, meus jogos, agora, se reúnem a uma que outra rara tarde por ano, ao qual reúno pessoas próximas e jogamos uma rápida e rasteira sessão. Isto se dá devido o fator tempo, trabalho, família, projetos e desencontros de horários, infelizmente.

Mas quero voltar até a minha maior aventura. De quanto meu grupo tinha tempo para passar tardes jogando (Leia-se: Passavam as tardes jogando no curso ao qual frequentavam, ao invés de realmente estudar. Mas tudo deu certo, podem acreditar. Derrotamos o Boss, hahahaha).

Naquela época, éramos quatro caras, sendo que, três, incluindo eu, nem sabiam como o RPG funcionava. E tinhamos o Mestre. Aquele que nos passou as bases. Foi então que, já de início, os NPCs do Mestre, começaram a se destacar mais que os aventureiros. Ganhavam as batalhas dos maiores inimigos, levavam mais ouro e tinham os melhores itens. Éramos meros coadjuvantes ao invés de players de fato. E a coisa começo a ficar ruim.

Então, eu comprei um livro do mestre e comecei a dar uma olhada. Foi quando decidi, de fato, mestrar. Cheguei nos meus três amigos e fiz a proposta. De boa, todos aceitaram. E ali comecei a campanha. Inventei a história, a coisa foi fluindo e, quando voltava para casa, escrevia mais ganchos para a aventura do outro dia, conforme os caminhos que nossos aventureiros tomavam.

A jornada foi longa e satisfatória. A imaginação e as opções de rumos que meus amigos abriam, conforme o jogo se desenrolava, traziam uma gama perfeita para levá-los ao topo de sua jornada.

Nos combates os dados acertavam críticos massivos ou, simplesmente falhavam, como em todo RPG. Mas quando falhavam, muitas vezes, o golpe do inimigo também falhava (Mesmo que na realidade isso não acontecesse, pois, um bom Mestre deve sim, saber “rolar” os dados, coisa que, creio eu, a grande maioria faça). Muitas vezes (Muitas mesmo), não era preciso modificar o resultado secretamente. Havia algo realmente mágico. Quando se mistura amizade e diversão real e sadia em uma mesa de RPG, todos os fatores nos levam para um desfecho realmente excelente. E os críticos dos jogadores quase sempre vinham na hora correta. Se não de um, de outro.

Um dos meus amigos em questão, sempre acertava mais críticos que os outros (E os dados não eram modificados, pois todos eram meus e, iam para suas mãos de modo aleatório) sempre dizia: “Os dados nunca mentem”.

Desde entao, eu sempre carrego essa frase comigo.

Hoje, como eu falei, já não temos mais como nos reunir e, muitas das novas pessoas que conheço, também não tem como, ou, simplesmente, não tem interesse.

Mas para você que está lendo isso, que está em uma campanha ou está pensando em montar uma com alguns amigos, vou lhes dar um conselho: Aproveitem. Aproveitem muito e terão grandes lembranças de uma época que tende a ser espetacular. E o conselho mais importante, que ultrapassa o próprio conceito de jogar: Divirtam-se.

Não esqueçam jamais que os livros são apenas uma base. Não uma regra onipotente. O maior poder para transformar uma sessão de RPG em uma épica sessão de RPG é a imaginação. Viva a aventura junto de seus amigos. E se um dia, vocês se separarem e voltarem a se encontrar no futuro, vocês sempre lembrarão de suas conquistas heróicas.

Os dados sobre isso também nunca mentem.

Um grande abraço a todos.

Até a próxima!