Gagá-game #2 – Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest

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Lançado nos anos 90 para o consagrado Super Nintendo, a franquia Donkey Kong Country conquistou milhares de milhares de fãs pelo globo. O primeiro título da série trazia uma modelagem jamais vista em um console de 16-bits. Um ano após o lançamento do primeiro título, a Rare não satisfeita com apenas um episódio, lança Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest. Muitos fãs (e não-fãs também) apontam este segundo capítulo como o melhor da saga Country. O por quê? Veremos agora!


Uma história pobre, mas um jogo riquíssimo!

Apesar do enredo não ser lá essas coisas, o jogo possui qualidades que deixam o que é paupérrimo, quase que imperceptível. Não que isso seja um ponto negativo, mas pra que se preocupar com a história, se o que conta mais aqui é a diversão, não?

Basicamente a história é a seguinte: Após ser derrotado por Donkey no primeiro episódio, o rei K.Rool resolve trocar o trono pelos mares, tornando-se um temido pirata, que rapta o herói, e pede como pagamento do resgate, toda a reserva de bananas de Donkey (agora, para que ele as quer, não me pergunte, pois só a Nintendo e a Rare estão por dentro da dieta alimentar do jacaré). Sabendo disso, seu amigo mais novo, Diddy, e sua amiga, Dixie, resolve embarcar numa aventura pelos diversos mundos malucos que existem na ilha dos Kremlings. Mas é só isso? É, é somente isso. Ao julgar pela história você deve se perguntar “cara, que jogo mais babaca!”, pois eu digo o contrário.

Os gráficos continuam mais que belíssimos, sendo um dos mais belos jogos em termos visuais já lançados para uma plataforma que sequer exigia muito. Este episódio também conta com alguns itens adicionais, como as “Moedas de Banana”, na qual você tem a possibilidade de trocá-las por algumas informações com os Kongs (engraçado que a maioria do pessoal mal dá bola pra esses caras, ainda mais pro Cranky!). Há também, as “Kremkoins”, que a cada quinze delas, você habilita uma fase no Mundo Perdido, e também há as “DK Coins”, que ajudam você a obter uma porcentagem muito mais alta, coletando todas.

Os controles estão como em seu antecessor, sem muitas inovações, mas que nem por isso estraga toda a diversão proporcionada pelo game.

Sega… Eu odeio você!

Como dito antes, as moedas que possuem um “DK” servem para que você consiga uma maior porcentagem no ranking do game. Logo após o terminá-lo, você vê um pódio dos grandes títulos da plataforma Nintendo (por assim dizer). Neles estão Link (em terceiro lugar), Yoshi (em segundo) e Mario (em primeiro, o que é bem justo). Mas um fato que é bastante curioso e que chama a atenção, é que no canto direito da tela, pode-se ver uma placa com os dizeres “Sem Chance” em uma lata de lixo, e o que encontramos dentro da lata? Os tênis do porco espinho azul da Sega. Seria isso uma indireta da Nintendo, se auto intitulando “a boazona”?

As diferenças de um mesmo game

No ano de 2004, DKC2 ganhou um remake para o portátil Game Boy Advanced. Esta versão trazia consigo alguns mini games extras, assim como um chefe a mais. Porém, não foram só nessas diferenças que o título ficou. Embora a potência gráfica do GBA seja extremamente superior que o vovô da Nintendo, o remake não atingiu uma crítica muito boa devido à escurecida em sua imagem, e pela falta de alguns efeitos que no Super Nintendo, faziam todo o clima do game, como a explosão da Ilha Crocodilo.

Sem dúvida a versão de 2004 têm muito mais a oferecer, e peca em quesitos simples, mas que fazem bastante diferença.

Uma curiosidade que vale ressaltar é que o game original seria lançado para Virtual Boy (uma espécie de console portátil, mas que não foi lá muito famoso, devido ao alto custo), mas por problemas técnicos com o console, a plataforma escolhida foi o Super Nintendo (ufa! Que sorte!).

Escorregou numa “nasca de bacana”?

Embora se trate de um jogo simples, Donkey Kong Country 2 sem qualquer dúvida deixou sua marca no meio dos anos 90, mostrando no passado o que é manjado no presente: Belíssimos gráficos. Claro que nem só disso ele é reconhecido, mas foram poucos títulos nesse quesito que inovaram o mundo gamístico, e que com certeza marcou a infância/adolescência de muitos marmanjos barbados hoje em dia.
Ô rapaz! Para de comer bananas aí! Dá uma soprada no cartucho, puxe um refrigerante e uns salgadinhos e prepare-se para arrasar muitos jacarés… Ou seriam crocodilos?!

Texto: Vinícius “Femto”.