Gagá-game #13 – Splatterhouse 3

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Mais uma vez estou aqui para falar sobre o maníaco da máscara de Hóquei. Não, não é sobre Jason Voorhees que irei falar, mas sobre seu antigo irmão gêmeo Rick. O ano de 1993 foi mais uma vez regado a muito suco biliar e sangue para todos os lados no Sega Genesis / Mega Drive, mostrando que a série Splatterhouse ainda tinha muito a oferecer e inovar. Mas não falo inovar no sentido visual somente. Leia o resto e entenda…


E ainda tem o que inventar?

O que parecia impossível tornou-se possível, e bem mais que possível. Em 1993, a Namco lança Splatterhouse 3. Bom até aí, nada muito surpreendente, pois nos dias atuais, qualquer ser mortal pode fazer um simples jogo, e colocá-lo para vender na net (O problema é justamente esse!). Mas voltando ao mundo caótico e nojento de Splatterhouse, Rick retorna juntamente de sua máscara, onde nesse episódio, mais uma vez é alterada. Mas afinal, onde diabos está a %&$@# de inovação?! Calma meu amigo!
Nos antigos games da franquia, o jogador se prendia apenas numa tela que corria horizontalmente, não se mostrando muito dinâmico em partes. Porém, no terceiro capítulo da série, os idealizadores do game pensaram consigo: “Por que não fazer um sistema de direção mais elaborado, onde o personagem é livre para andar para cima, para baixo, pros lados e etc.?” Apresentando essa idéia, Splatterhouse mais uma vez mostrou a diferença, se tornando em seu último episódio em um game de briga-de-rua Alá Street of Rage. Mas é somente isso de diferente? Mas é claro que não! Outro diferencial na série é que as fases agora possuem um determinado tempo para cumpri-las. Caso o contador se esgote, o final do game será totalmente diferente do que era para ser.
A série continua matadora (em ambos os sentidos, seja pela violência e pela adrenalina) com seus controles simples, porém muito precisos, a história desta vez, mais elaborada, com minuciosos detalhes, gráficos surpreendentes e som arrebatador.
Outra pequena inovação foi a inclusão de um mapa no game, pois desta vez você é livre para ir aonde quiser, sendo que todos os cenários são enormes, obrigando (de certa forma) a produtora a incluir tal novidade no game.

O uso de anabolizantes causa problemas de saúde… Mas Rick pouco se importa!

Aproveitando a maré de novidades que a Namco trouxe para a série, ainda podemos contar com certo auxílio, por parte de Rick. Como a máscara neste episódio está muito mais forte Rick desta vez pode se transformar no que eu chamaria de um “Rick X” (tudo bem, foi completamente sem graça, mas preste a atenção nele e depois me diga se é ou não), tornando-se numa pilha de músculos e demolindo todas as aberrações que encontrar pela frente com metade dos golpes desferidos pela versão comum do mesmo.
Isto de fato recuperou uma pequena falha do seu episódio antecessor, pois havia um dos botões no qual, não havia exploração nenhuma, sendo colocado um movimento repetido. Desta vez a Namco acertou em cheio.

Vamos aos fatos.

O game se passa cinco anos depois dos acontecimentos de Splatterhouse 2, Rick e Jennifer desta vez estão casados e tiveram uma adorável criança chamada David. Tudo ia de vento em popa. Rick tornara-se um parapsicologista renomado e bem sucedido. Ele resolve enterrar suas memórias (a máscara), em sua nova mansão situada em Connecticut. Porém, para a história não ficar tão “no bosque dos unicórnios”, o templo onde a máscara foi encontrada pela primeira vez, começa a liberar uma onda de energia negativa extremamente forte, fazendo Rick ter premonições com a maldita máscara.
Rick, e sua família estão terminando de trazer suas coisas para a nova casa, quando os demônios que o atormentaram tempos atrás, estão de volta e sedentos de carne humana. E para quem sobra? Exato, Jennifer, e David literalmente tomam no %$#*, sendo aprisionados pela horda satânica. Vendo aquilo tudo, Rick se vê novamente obrigado a usufruir do poder da máscara para que assim possa derrotar o mal mais uma vez.
O game trás um final um tanto surpreendente para quem ainda não conhece a série, eu só não o descrevo aqui, pois assim acabaria com a expectativa do final do jogo.

A epopéia do inferno também possui “falhas”.

São pequenas falhas que por um instante passam até despercebidas, para os viajantes de primeira, porém, no terceiro episódio, talvez não tenha sido só eu, mas grande parte dos jogadores sentiu falta das antigas armas que nos outros games eram mais presentes, como a espingarda, os pedaços de cano e até os restos de alguns inimigos. É claro que perto do restante dos pontos do game, isso é insignificante, mas era muito prazeroso ver os monstros explodindo na parede pela bordoada de cano, ou por um tiro de espingarda bem dado na cara pra f**er com o velório de vez.

E a conclusão é… ?

Splatterhouse sempre gostou de inovar, e seu capítulo final não deixa a desejar, mostrando que mesmo quando se pensa que não há o que inovar sempre se pode mudar algo aqui ou ali. É uma pena que a série sempre se manteve no patamar underground, mas em épocas de Virtual Console quem sabe Rick e seus demônios não voltem a assombrar nossas casas novamente, trazendo mais e mais conteúdo?

Texto: Vinícius “Femto”.