Gagá-Game #11 – Splatterhouse 2

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Lançado pela Namco em 1988 para Arcade, Turbografx-16, FM Towns Marty e NEC PC, Splatterhouse trouxe uma avalanche de inovações para a época. Em 1992, o segundo capítulo da saga não deixou por menos. O game, lançado desta vez para Sega Gênesis (ou Mega Drive, e mais tarde ganhando uma versão para o Virtual Console para Nintendo Wii) trazia gráficos mais trabalhados e uma história bem mais elaborada. Você continua com o jornalista metido a Jason (de Sexta Feira 13) Rick. A história se passa três meses após os acontecimento de Splatterhouse 1, levando Rick de volta a West Mansion, desta vez, tentando reparar um erro do passado e resgatar a alma de sua amada Jennifer.

Um excelente jogo, para maiores de 18!

Splatterhouse 2 se passa três meses depois de seu antecessor, como dito antes. Para que não se lembra, ou não conhece, no primeiro episódio Rick e Jennifer vão a uma mansão conhecida como West Mansion, fazer uma série de fotos e uma reportagem sobre o local, que foi acusado de ser amaldiçoado. O dono desta mansão era o Dr.Mueller. Ele adorava fazer experiências científicas, mas algumas delas não foram bem sucedidas, gerando uma horda de monstros pra lá de bizarros. Esses seres repugnantes acabam seqüestrando Jennifer, e Rick une-se a uma máscara, que acaba dando-lhe poderes fora do comum, que podem deter esses seres horripilantes. Terminado o primeiro game, Rick acaba matando o monstro que sua mulher se tornou, mas isso gerou uma conturbação em sua mente. Não aceitando o fato de ela ter morrido a máscara de Rick o incentiva a seguir rumo a West Mansion novamente, pois diz que a alma de sua mulher está presa em algum lugar dela. Rick então não pensa duas vezes e parte numa caçada desenfreada para aniquilar todos os monstros e assim, resgatar sua amada esposa.
O jogo para a época, trazia uma violência sem igual, cheia de explosões de cabeças, muito sangue e meleca verde pra todo lado.  A dificuldade do game também chama a atenção por ser absurdamente difícil, apesar de ser completamente em segunda pessoa.
Outro fato que vale ressaltar é o fato do game ter sido a primeira “vítima” a receber a classificação etária para maiores de 18, pelos motivos citado acima, de alta violência e sangue em exagero, algo jamais visto no início dos anos 90. Podemos dizer com toda convicção que Splatterhouse foi o tipo de jogo que revolucionou o final dos anos 80 e início de 1990, épocas em que os arcades, Super Nintendo e Sega Gênesis estavam em alta no mercado.
O game trazia uma grande diferença de região. Na versão americana, ele trazia a opção de password, ajudando o jogador a não precisar passar todas as fases novamente, opção que não continha na versão japonesa.
Os gráficos utilizavam toda a potência de 16-bits oferecida pelo Gênesis (tudo bem, hoje é considerada ridícula, mas era como se fosse o “Playstation 3” para a época), com cenários bem desenhados, dando um toque sombrio ao game, fazendo os jogadores ficarem de cabelo em pé.
O controle era bem simples, já que o Gênesis não oferecia tamanha complexidade, como temos nos consoles de hoje. Talvez o único x da questão é o fato de ter dois botões que pulavam, e um que atacava, não tendo uma elaboração tão grande, como aproveitar um destes botões e por algum ataque mais forte, ou alguma outra ação para Rick.

Ei você!… Você não é o Jason?

Muitas pessoas que jogaram a versão original tiveram dúvidas se o protagonista era uma pessoa qualquer ou o vilão de Sexta Feira 13, já que a capa do primeiro game trazia um homem com uma máscara de hóquei, que remete muito a Jason Voorhees. No segundo capítulo da série, para não haver qualquer dúvida disto, a máscara de Rick foi trocada por uma com uma expressão de caveira, na versão americana, o que ficou até mais legal, dando um ar mais sombrio ao personagem. Já a máscara da versão oriental, não tinha rosto, era apenas uma máscara “lisa”, com a cavidade dos olhos e um detalhe que se assemelhava a uma boca.
Se você ainda tinha essa dúvida de que Rick é o Jason “após passar no cartório e trocar de nome”, pode ir se despedindo da idéia.

O primeiro de muitos

Splatterhouse inaugurou um novo gênero no mundo dos games, nossos tão conhecidos survivor horrors. Talvez se não fosse por ele, em especial o segundo capítulo, que foi o início desta safra gigante que temos hoje, não teríamos Resident Evils, Silent Hills, Fatal Frames, Clock Towers e por aí segue a lista. Além de inaugurar o estilo, pode-se dizer que muitas criaturas bizarras foram idéias baseadas no game, como as grotescas e repugnantes criaturas de Silent Hill, sem uma forma definida, levando a imaginação do jogador longe. Os zumbis nojentos de Resident Evil, os fantasmas de Fatal Frame e até mesmo, o assassino psicótico mirim de Clock Tower. Toda essa legião de títulos nasceu, por que teve um precursor, e sem sombra de dúvida, Splatterhouse foi este!

Considerações Finais

Splatterhouse 2 prova que um é pouco, e dois é ótimo, trazendo gráficos excelentes para sua época. Seu único defeito foi não ter sido um pouco mais extenso (já que só possui oito fases), e não explorar mais o controle, que mesmo sendo simples, poderia ter sido mais aproveitado. Se você é do tipo de pessoa que curte um bom game das antigas, fica aí a recomendação. Apague as luzes, segure-se na poltrona e deixe o medo entrar em seu antigo e empoeirado console.

Texto: Vinícius “Femto”