Quero ser Escritor como Dan Brown

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Dan Brown hoje é tido como um dos autores de maior sucesso. Seus romances exploram pontos no qual nenhum outro escritor ou pesquisador tocou. Suas questões se tornam tão profundas em seus livros, que temos a sensação de que aquele determinado fato, é algo além de uma ficção.

Mas Dan Brown também tem suas peculiaridades, e de fato, seus livros vendem muito, por que temos alguns aspectos “marca registrada”, indispensável para o autor. Você quer aprender a escrever como Dan Brown? Então confira o passo-a-passo “Quero ser escritor como Dan Brown”

Passo número 1 – O Protagonista da trama

Geralmente, o protagonista de um livro é aquele cara que quer te contar uma história, para que ele compartilhe com você, o que aprendeu de tudo aquilo, ou o que aquela situação significa para ele.

Mas no caso dos livros de Dan Brown, a coisa pode ser um pouco diferente do habitual. Tenha em mente que os protagonistas são aquelas pessoas respeitadíssimas em seu campo de atuação (mas que nem por isso, tem a fama que merece). E que também, ele deve beirar a faixa da meia idade, e com problemas de relação amorosa ou algum trauma de infância. Ou qualquer outro tipo de problema, que o mostre como pessoa inibida, ou frívola.
Outro detalhe que deve ser incorporado ao protagonista: Escolha uma profissão que lhe dê renome, mas que seja bastante excêntrica aos olhos da sociedade.
Temos o exemplo claro de Robert Langdon, o protagonista de “Anjos e Demônios” e “O Código Da Vinci”, “O Símbolo Perdido” e mais recentemente, “Inferno”, que é um professor de simbologia da Universidade de Harvard. Ai você se pergunta “Quem escolhe uma profissão dessas, é o mesmo que escolhe urologia como trabalho”, certo?

Também temos o exemplo de Rachel Sexton, que é analista do NRO – Escritório Nacional de Reconhecimento – E é filha do adversário político do atual presidente dos EUA. Ela não mantém uma boa relação com o pai, e é recrutada pela NASA para analisar amostras de um meteorito que pode conter evidências de vida extraterreste.

E finalizando, temos a especialista em criptografia da NSA – Agência Nacional de Segurança – Susan Fletcher, que quer ajudar a barrar a disseminação de uma ameaça virtual conhecida como Fortaleza Digital.

Passo número 2 – A História

Dan Brown adora uma situação catastrófica. Um alarde mundial. Uma conspiração. Um enredo que possa prender o leitor página após página, com dezenas de milhares de informações sobre o todo.

– Geralmente, o primeiro ponto é que todas as pessoas da Terra estão sob ameaça.

– Após todo mundo estar tremendo de medo, Dan incorpora a teoria falsa, e introduz os vilões do livro. Até esse ponto, seja o protagonista que for, ele está pensando sobre como a vida foi injusta com ele, e como seu emprego não significa nada para os outros.

– Até que chega o momento do contato. É nesse ponto que o protagonista para e reflete: “Posso fazer alguma coisa, no qual me reconheçam como bom profissional que sou!”. E é introduzido ao ponto de “ser a salvação do mundo”.

– Então, o protagonista chega em meio a trama, e é apresentado aos coadjuvantes inocentes, e começa a desconfiar da teoria falsa, e apresenta outros ângulos que podem ser a teoria verdadeira, enquanto todo mundo se questiona “Por que aquele cara está ali?”.

– Nesse ponto, um dos coadjuvantes (que pode variar o sexo, mas é sempre o oposto do protagonista), tem o coração “duro como uma pedra de gelo” e não demonstra nenhum sentimento pelo protagonista, mas aos poucos, começa a ver que eles compartilham de algumas frustrações e aquilo desencadeia um mega sentimento.

– Chega o ponto em que o vilão está quase sendo descoberto. Nesse ponto, ele tenta matar (ou chega a matar), o vilão falso apresentado primeiramente na trama (Por que toda a trama é muito maior do que o protagonista e o coadjuvante achavam que fosse), e o protagonista. Algumas pessoas que estão trabalhando com os personagens centrais morrem. Mas o protagonista e o coadjuvante, nunca.

– O protagonista chega ao fim da linha, e acaba detendo o vilão da trama. Tudo termina bem, e o mundo continua sendo a mesma coisa chata e feia de antes. A diferença é que protagonista e coadjuvante dormem juntos, e só eles ficam felizes no fim das contas!

Passo número 3 – As Teorias pro trás da História

Aqui temos um fato interessante: Estamos em uma era quase que “Matrix”, então, se você quer saber sobre um assunto, é fácil – pergunte ao “pai dos burros”: Google!
Se você analisar as teorias que Dan Brown incorpora em seus livros, é assuntos que geralmente, rendem muita coisa. Geralmente, discussões que você vai ver, talvez, no Super Pop – como fusão Fria, criptografia, antimatéria, religião.
E devido a sua profundidade na história, com dez minutos de pesquisa no Wikipédia, você se torna um expert no assunto!

Além do mais, são sempre assuntos que levantam questões profundas, e polêmicas, e que “como podem mudar a vida de todas as pessoas”.
São questões do “e se..”. Por que temos as seguintes indagações:
“E se Jesus Cristo teve um caso com  Maria Madalena?”.
“E se a antimatéria caísse em mãos erradas, ou até mesmo, caísse na Terra?”
“E se os Iluminatti tomassem o controle do poder mundial?”
“E se os Maçons fossem pobres e ralés?”

Qualquer uma dessas questões, são encontradas nas obras do Sr.Brown. E nenhuma delas, é de fato, respondida.

Passo 4 – A Ilusão da História

Temos à seguir, o passo mais importante de todo esse mini-manual para ser um cara podre de rico, e respeitadíssimo no mundo dos escritores. E é OBRIGATÓRIO que esteja inserido no seu futuro best-seller: Você tem que ter a capacidade de deixar os leitores achando-se pessoas inteligentes.

“Mas isso é difícil de fazer!”, você deve estar exclamando. Sim, de fato, você trazer uma informação nova à um público leigo, é uma missão bastante complexa. Mas Dan Brown faz isso com tamanha maestria.

Isso por que, Brown dá a oportunidade de você, leitor leigo nos assuntos ali tratados, pesquisar. É como em “O Código Da Vinci”, em que ele cita quadros famosos, que, segundo sua descrição no livro, e conforme você vê descrito, você solta aquele “P%$a m@#%a, ele está certo!”

Em “Fortaleza Digital”, a característica básica é que, todos nós podemos ser James Bond, ou Sherlock Holmes. Basta ter intimidade com um papel e um lápis para transcrever as cifras ali descrita. E mais uma vez, você exclama.

E outro ponto, é aquele velho truque do cinema, de dar indícios de que um determinado personagem é o vilão, mas uma reviravolta na trama acaba fazendo com que todas as expectativas se desvaneçam sobre aquele personagem, e outra pessoa no qual você nem desconfiava, é o verdadeiro vilão – o que só é mostrado perto do fim da trama.

Passo número 5 – As Ordens Secretas, e as Organizações

Outro ponto que se deve ter em mente é que Dan Brown nunca usa a polícia local como centro da trama. Ele prioriza as coisas grandes. E isso vale tanto para o ponto da história, como o contraponto, no qual sempre temos uma sociedade secreta ou seita pouco falada. Mas todas elas, obrigatoriamente, tem que possuir páginas ou conteúdos na internet (se não, de nada vale coloca-los em sua trama).

Sempre temos grandes Agências, como CIA, NASA, NRO, NSA, como locais de ponto de partida ou de chegada do protagonista. Também outros locais como CERN, Vaticano e Capitólio, como os principais locais do desenrolar da trama.

E em contraponto, temos as Ordens secretas, como Opus Dei, Iluminatti, Templários, Priorado se Sião, que tentam barrar o progresso da história do nosso protagonista.
Não adianta você querer colocar a “igreja da cadeira de plástico” na sua trama. Se for pra mexer, mexa com algo realmente grande. E que tenha um bom conteúdo pra pesquisar.

Outro fato que temos que ressaltar é: Descreva esses locais, com a maior riqueza de detalhes, pra dar aquela impressão de que você teve autorização pra estar lá, e você quer que os outros também vão.

Passo número 6 – Pesquisas tomam muito tempo

Como disse anteriormente, Dan Brown é um usuário assíduo do Google. Isso por que a profundidade de seus assuntos são tão ralos como plantar melancias.
Temos exemplos de outros autores como Michael Crichton, que passavam anos e anos em pesquisa de campo, e imergindo em determinado assunto, antes de publicar qualquer tipo de conteúdo.
Mas claro, isso não faz dele um autor sem falhas. Crichton também viveu de obras menos renomadas, como “Prey” e “Timeline”, mas que mesmo sendo obras de críticas ruins, tem um embasamento muito melhor do que as obras de Brown.

Mas ai você se pergunta: ”E Dan Brown se importa com isso? Eu devo me importar com isso?”. Bom, sim e não. Sim, por que muitos especialistas analisaram as obras de Brown e contestaram seus embasamentos. E não, pelo mesmo fato, mas isso também abre portas para que os mesmos especialistas lancem obras de contestação sobre o livro, gerando uma repercussão maior em cima da obra original.

Ou seja, pesquisas superficiais, de qualquer maneira, podem gerar bom conteúdo, e todo mundo sai ganhando.

Concluindo…

E após ler todo esse texto, você deve se perguntar: “Você deve odiar Dan Brown, não é?”. E eu faço a reviravolta na trama: NÃO! Eu gosto muito dos livros dele. Uma leitura que realmente te prende, é rápida, e os assuntos acabam fazendo você se interessar.
Eu confesso que já caí na Ilusão, e já me senti mais inteligente lendo um livro do Dan Brown (e pesquisei os locais descritos).
E também recomendo. Afinal, é literatura, e qualquer forma dela, é válida. Não adianta você querer pagar de “Pseudo-Intelectual-crítico” e dizer que “O Código Da Vinci”, ou qualquer obra dele, é uma história falha. É literatura, poxa! É cultura! E é livre pra ser lido por quem quiser.

P.S.:(E também, fazer você (tentar) ficar mais rico. Basta seguir as dicas! Eu por exemplo, tenho $5.000.000,00.)