5 videogames com mundo aberto que entraram para a história

Rejeitado por alguns e amado por outros, o mundo aberto (ou sandbox) é um dos gêneros mais populares da atualidade. Existem muitas sagas clássicas que exploraram essa fórmula baseada na liberdade desde suas origens, mas também outras franquias que deram o salto para esse formato para dar a fórmula uma lufada de ar fresco.
No entanto, cada vez que vemos novos e melhores jogos de mundo aberto, mais acreditamos ser possível criar mundos e fundos em videogames, de forma que aqui será possível encontrar uma lista dos games que mostraram o potencial desse gênero e conquistaram seu lugar na história por isso.

Mundo aberto: videogames que fizeram história

Ultima I: The First Age of Darkness (1981)

Esse jogo da Origin Systems, lançado em 1981 para computadores domésticos era uma aventura de RPG de exploração que nos permitia viajar pelas terras do mundo de Sosaria ao nosso jeito para chegar a diferentes locais e progredir em nossa história.

O design desse mundo era muito primitivo e o mundo aberto funcionava como uma espécie de hub que unia as diferentes telas que podíamos acessar. Por isso, foi deixado como mero pano de fundo para uma jogabilidade que colocava quase toda a ênfase na exploração de masmorras em primeira pessoa.

 

The Legend of Zelda (1986)

A história de The Legend of Zelda (1985) conhecemos um pouco melhor. Até mesmo porque a série é uma das maiores franquias gaming de todos os tempos e conta com influências que até hoje perduram nas mais diversas esferas.

Link, um jovem hyliano, parte em uma aventura para derrotar o grande vilão Ganon, enquanto ele resolve quebra-cabeças e luta contra inimigos no vasto e colorido mundo de Hyrule, um reino completo que foi representado na forma de um território bastante grande nas telas.

Apesar do movimento característico de rolagem de tela para tela, uma limitação óbvia da época, Hyrule era apresentado na mente dos jogadores da época como um mundo expansivo, variado e cheio de perigos.

Outro aspecto fundamental do primeiro Zelda é sua conectividade. Apesar de termos feito uma mudança de local ao entrar em uma masmorra, o restante dos desafios e confrontos aconteciam em tempo real no próprio mundo do jogo, sem a presença de menus ou telas intermediárias. Algo que se tornou fundamental na sandbox atual.

 

The Elder Scrolls Arena (1994)

Um desenvolvimento com alguns grandes solavancos e reviravoltas criativas no meio do caminho, que passou de uma reinterpretação do clássico dungeon crawler para um jogo de combate em primeira pessoa em coliseus com gladiadores e daí para algo muito maior.

Uma aventura de RPG de mundo aberto com um mapa abrangendo vários locais. Arena foi o sinal de partida para uma saga que impulsionou o mundo aberto nos videogames e que ainda hoje é uma das maiores referências nesse sentido.

 

GTA III (2001)

Este terceiro game da franquia GTA foi um ponto de virada para a saga, sendo o primeiro em 3D e lançou as bases para um mundo verdadeiramente aberto nos videogames.

Apesar de não ser o primeiro título com essas características e outros jogos já terem começado a a explorar a liberdade de movimento ou simulação em uma grande cidade, seu sucesso e influência são inegáveis e o título realmente se destacou na mente e no coração dos jogadores.

Situado em Liberty City, uma versão alternativa de Nova York, o game segue os passos de Claude, um protagonista silencioso que tem como missão liberar a cidade e cumprir com seus objetivos.

Além disso, também nos apresenta 8-Ball, que é, ao lado de personagens como Victor Sullivan de Uncharted e Dogmeat de Fallout 4, um dos heróis anônimos mais icônicos da história dos videogames, desempenhando um papel muito importante no GTA III. Isso porque, em GTA, é 8-Ball quem apresenta Claude à família Leone, um dos grupos mais importantes de toda a história da franquia.

Além disso, esse personagem também ajuda o protagonista durante suas missões com seus engenhos e conhecimentos e é parte integral para o sucesso de diversas aventuras que eles vivem.

No somatório, GTA III é uma obra de arte tendo em conta os recursos tecnológicos da época. Sendo um exemplo de como é possível recriar qualquer tipo de negócio num videogame.

 

Assassin’s Creed (2004)

O jogo nos colocou no controle de Altaïr no cenário histórico de Jerusalém, território que ganhou vida na forma de um mundo aberto fragmentado em diferentes grandes áreas exploráveis pelo jogador.

Além da exploração, todo o jogo foi temperado com um sistema de combate de espada ao mesmo tempo simples e espetacular, assim como um sistema de movimento inovador que nos permitiu escalar qualquer edifício utilizando o famoso parkour pela cidade.

Apesar de sua escala, era um jogo muito contido em termos de jogabilidade, com quatro ou cinco mecânicas principais e apenas alguns tipos de missões que se repetiam ao longo de suas mais de dez horas de jogo.

Se pensarmos que o mais recente título da franquia, Valhalla, lançado em 2020, apresenta ainda mais mecânicas de jogabilidade e o maior mundo aberto da história dos Assassin’s Creed feito, a evolução foi claramente um sucesso.

 

Títulos inesquecíveis que entraram para a história

Existem diversos jogos com importância histórica, mas quando se fala no mundo aberto esses títulos foram as primeiras e mais importantes referências do gênero, de forma que sempre serão considerados pioneiros que abriram portas em suas respetivas gerações.

Vinícius Vidal Rosa: Técnico em informática e estudante de jornalismo. Faz do seu tempo livre, uma maneira de levar informação e falar sobre o que gosta: Games e nerdices em geral.
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