Video Games

Co-fundador da Sledgehammer Games explica a ausência de suásticas no multiplayer de “Call of Duty: WW2”

Call of Duty: WW2 é a volta às origens da série, que retratará um dos momentos mais obscuros da humanidade.

Durante a E3 2017, foi apresentado o modo multiplayer do popular jogo de tiro, onde foi possível ver mais detalhes sobre o seu funcionamento, as diferenças mecânicas, e um dos detalhes mais curiosos sobre o modo multijogador: a inexistência de suásticas durante as partidas.

Além disso, a Sledgehammer Games incluiu no modo multiplayer, a presença de personagens negros e femininos, criando um ambiente de inclusão de de identificação do jogador com seu personagem.

Segundo a empresa, a remoção das suásticas do multijogador foi uma decisão em conjunto, que pensou em potenciais jogadores competitivos que poderiam sentir-se ofendidos com tal símbolo presente.
Michael Condrey, co-fundador da Sledgehammer Games, disse que este é um dos temas mais debatidos dentro da empresa.

“Na campanha, precisávamos de um equilíbrio entre os fatos que resultaram na matança de mais de 100 milhões de pessoas, e um dos períodos mais obscuros da humanidade. Por isso, decidimos deixar as suásticas no modo campanha, trazendo uma retratação bastante fiel aos fatos, e tudo isso graças ao nosso historiador”.

Sobre a inclusão de personagens negros e femininos, Coudrey diz:

Nossa comunidade global é muito grande nos modos multiplayer e Zombies, por isso, queremos trabalhar por uma inclusão e uma identificação maior nesses modos. Queremos que as pessoas enxerguem nosso respeito a inclusão de todos, respeitando costumes e leis ao redor do mundo. E achamos por bem que para seguir com essa ideologia, teríamos que remover essa marca obscura, que traz consigo uma ideia de tempos de ódio e segregação. Portanto, penso que não se encaixaria bem no multiplayer“.

O multiplayer do game colocará o jogador na pele de um soldado (homem ou mulher, negro ou branco) em combate em qualquer um dos lados da guerra, seja dos Aliados ou do Eixo.
Sobre a presença de soldados negros no fronte do Eixo, Condrey explica:

“As coisa não aconteceram assim, e sabemos das tensões raciais que ocorreram na década de 30 e 40, por isso não haviam soldados alemães negros, mas queremos que cada jogador se sinta confortável em jogar e que seja uma experiência divertida”.

Fonte: Eurogamer

Vinícius Vidal Rosa

Ex-técnico em informática, jornalista formado e apaixonado por games e tecnologia. Faz do seu tempo livre, uma maneira de levar informação e falar sobre o que gosta.

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Vinícius Vidal Rosa

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